quinta-feira, 13 de junho de 2013

A abstracção concreta na ambiguidade de um pensamento;
A catapulta insofismável de um entrave ao sofrimento;
A dualidade inenarrável entre o ser e o nada;
A exteriorização surrealista de uma ilusória jornada.

O inenarrável por detrás de palavras desgastadas,
Banais, vulgares…deterioradas;
Como podem, as palavras, dizer tudo
E, ao mesmo tempo, não dizerem nada?

A prolixidade insintetizável da sensibilidade humana,
Perante os momentos calmamente electrizantes que nos consomem
A alma, o espírito, a chama…
Em prol daquela densidade, que habita aqueles que dormem…

A vicissitude residente nas almas alienadas;
O abismo existencial dos que caminham em paralelo,
Unicamente por não terem as suas substâncias afirmadas
Neste louco mundo, em que tamanhas contrariedades vivem em constante duelo.

 (Maria Vaz)




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