sábado, 8 de junho de 2013


Há coisas determinadas, no meio da indeterminação de mutabilidades sinuosas… 
As pessoas continuam a viver o seu dualismo egoístico, a projectar o que têm de melhor e de pior nos outros…mas no fundo, sabemos que podemos ver nos outros apenas aquilo que reside em nós. Gerir complexidades é a nossa tarefa “abismal”, num mundo demarcadamente abismado com a superficialidade de um dia-a-dia envolto em nevoeiro. 

O sol existe mas, de facto, poucos conseguem vê-lo. 
Como diria Humberto Eco, “nem todas as verdades são para todos os ouvidos”… 
Eu, muito sinceramente, acredito na felicidade irreflectida daqueles que vêem a realidade com óculos cor-de-rosa… 

Por mais que o Homem caminhe para a perfectividade, e teime em querer atingir “a verdade”, temo que a felicidade radicada numa “realidade” falaciosa é muito melhor do que ter o “pasmo essencial”, que a verdade demonstra.


(Maria Vaz)






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