quarta-feira, 12 de junho de 2013

Perdida nos emaranhados do sentir,
Na confusão de um querer que extravasa o finito
Vivendo a complicação desligada que se esvai
Na petrificação dos medos… em calcário ou arenito;

Com uma passividade universalizada
Por um olhar que tudo decompõe,
Que vagueia pelas coisas como uma ave alada
Pelo amor que a analise impõe.

Atenta aos pequenos nadas
Que, juntos, são quase tudo
Vou observando, muito subjectivamente:
A natureza, a vida, o meio, o sentido… o conteúdo!

A mineralização do ser na forma
A sedimentação do eu na ideia
A erosão de um ego além da norma
A criatividade sensorial que por aí vagueia

E, assim, atenta a tudo,
Vai deambulando o meu pensamento, confuso,
Além da linha do horizonte…se possível.

Porque não viver entre a realidade e o sonho?

Nada me parece tão antagonicamente credível
E tão atormentantemente medonho! 

(Maria Vaz)


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