sexta-feira, 12 de julho de 2013

A nossa mente é como um pássaro deambulante e aprisionado, que teima seguir sempre as mesmas rotas.

Rotas perdidas na mesmice dos impensados actos reflexos que nos denunciam. Rotas que se encontram na similitude de concreticidades fácticas indesmentíveis. Rotas advenientes dos automatismos cómodos que nos dirigem sempre à obtenção dos mesmos efeitos.

O mundo é muito pequeno, entediante e extremamente previsível para quem nada arrisca. Urge então ampliar o mapa, cruzar caminhos, vislumbrar novos horizontes e equacionar novas possibilidades. O universo suspira a favor das mentes que não se fecham com base em falsos moralismos e que não se prendem a preconceitos sociais que andam de mãos dadas com dogmatismos ontologicamente redutores.

Maria Vaz


2 comentários:

  1. O vocabulário que utilizas é sempre surpreendente, Maria... E, como deves saber, pouco comum em alguém tão jovem. Não o digo no sentido pejorativo. Afinal, somos quase da mesma idade... Mas apenas porque nos remete a uma figura supostamente mais sábia e experiente. Mas... quantas velhas almas não habitam em jovens corpos? Gostei de te ler, uma vez mais. Neste caso, foi bastante pertinente a tua observação. As mentes podem ser óptimos instrumentos, se bem utilizados... E nada há de tão difícil como reprogramar positivamente uma mente. É por isso que o maior inimigo do Homem é ele próprio. Beijos, fica bem ;)

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  2. Mais uma vez, sinto-me agradecida e lisonjeada pelos elogios à minha escrita. Sim, é verdade, sou jovem. Tenho 23, recém feitos. Todavia, não posso deixar de mencionar que a passagem pela faculdade de direito 'fez muito', nesse sentido. Sobretudo no campo do questionamento filosófico. Ainda que defenda o facto de sermos 'essências' inatas tendencialmente imutáveis (e essa imutabilidade vem da facilidade que o ser humano tem em viciar a mente), acredito que o meio tem, igualmente, o seu contributo na evolução daquilo que somos. Além de tudo isso, também não posso deixar de mencionar o contributo do meu interesse pela história e pelo desconhecido. O hermetismo é uma corrente bastante presente naquilo que escrevo. Aliás, isto é um pensamento acerca da lei hermética do 'mentalismo'. E, claro, não poderia deixar de concordar contigo, quando dizes que o 'maior inimigo do homem é ele próprio' (a própria astrologia, desde os tempos mais remotos, evidência isso através de analogias à casa 12). Um beijo :)

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