quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O que são as palavras
perto da viagem de um olhar?
O que são os dias
perto da eternidade essencial?

De que nos valem os pensamentos
quando podemos sentir ininterruptamente?
De que nos valem os sorrisos
se não há uma paixão na alma?

O que nos diz a natureza,
além do renascer dos dias, das estações, dos anos?
O que nos dizem as pessoas,
os conselhos ou os discursos vazios?

Não passaremos nós de uma mera peça de um puzzle?
Poderemos nós alterar o nosso fado?
Ou as estrelas marcam-nos
como nós marcamos os livros lidos?

Existirá a outra metade do 'andrógino' original?
Ou as metáforas nunca deixarão de ser isso mesmo - metáforas?!
Existirá o 'tal' amor incondicional?
Ou será que existe apenas o amor pela ideia do amor?

Sabemos tão pouco acerca do fundamental...

Maria Vaz



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