sábado, 19 de outubro de 2013

Os pensamentos são
aquela exactidão inexacta
que a infinitude prorroga.
O temor de vivências.
A equação de possibilidades.
Um ir e voltar entre premissas,
tempos,
a tese e a antítese.
A busca de uma síntese que nunca se alcança.

Não serão eles meras nebulosidades
vagueantes,
de um sentir que tudo engloba,
tudo compreende,
tudo sabe?

Pensar em demasia é não saber.
É criar verdades que não existem.

De que nos vale equacionar
o infinito,
se existem forças muito fortes
que nos encaminham para determinada galáxia?

De que nos vale pensar
e achar que o pensamento é inovador,
quando, talvez, essa alteração de vontade
não passe de algo pré-determinado?

Pensar,
é característica comum de todo o ser 'racional'.
Pensamos por aparente necessidade,
por automatismo.
A maioria das vezes,
Pensamos que pensamos.
Tendemos a ser guiados pelo senso comum:
aquela realidade que nos foi socialmente incutida,
impregnada...
Ou fugimos dela para a ver além do que é,
vendo como gostaríamos que fosse.

Sentir,
é outro mundo.
É saber sem cair em dualismos.
É conseguir captar notas de uma essência
incompletamente cognoscível.
É uma capacidade rara,
que habita a alma de muito poucos.

Maria Vaz


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