terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Utopias concretas que se aproximam
ou oásis que desertos viram partir.
Alarmes de um silêncio quase noctívago,
alimentado como que por magia ou telepatia.
Meros buscadores da supremacia essencial; ou
Nefelibatas de uma vida incandescente
que se sujeita a ventanias de imprevisibilidade.
Seres errantes que se encontrarão
devido ao erro que deram, precisamente, 
porque não queriam errar. 

Maria Vaz







2 comentários:

  1. Um poema extremamente interessante e instigador de reflexões, como é teu apanágio... Gostei de ler e de o pensar (além de sentir, é claro). Óptimo trabalho e amadurecida escolha de palavras.
    Beijo.

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  2. Muito obrigada, Pedro! Tens sempre a amabilidade de ler.
    Este poema situa-se num tempo indeterminado. Traduz um pensamento divagante, entre a racionalidade e a intuição. Talvez um devaneio do momento ou, tão somente, uma espécie de jogo de probabilidades. Uma inquietação contente. Uma luz que, de vez em quando, me ilumina a mente. O poeta até pode mesmo ser "um fingidor" (lembrando Pessoa ortónimo)... contudo, até no fingimento, há um fundo de veracidade. E há reflexões, entre o abstracto e o concreto, que me sufocam o silêncio e me fazem boiar em marés de palavras.
    Beijo :)

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