terça-feira, 28 de janeiro de 2014


O pensamento é como o tempo.
Por isso, hoje, as ideias são chuvosas
Sinto o impacto de cada gota a cair na calçada
E o seu desvanecer na ausência de forma.
Encharco-me de juízos, afugentando-me de mim.
Finjo pensar… quando só me deixo guiar,
Sei lá por o quê ou quem.
Emudecida,
Ouço a melodia da precipitação
Causadora da insónia,
Ao mesmo tempo que escuto as sinfonias
(Desarmoniosamente harmónicas)
Provindas de buscadores de uma felicidade efémera.
E tal como a queda das gotas de água remexem a calçada
Existem ondas de emoções a revolver-me o ser.

Maria Vaz


 

2 comentários:

  1. Um bom poema... Simples na concepção, mas bastante intimista. Gostei! Especialmente do cenário que subtilmente evoca e que de fundo lhe serve.
    Beijos e até breve. Espero que estejas bem =)

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  2. Muito obrigada, Pedro!! Dei apenas azo às vozes que vão alimentando uma ou outra noite de insónia. Estou bem. Beijinho :)

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