sábado, 3 de maio de 2014


A relatividade do espaço e do tempo precipita-nos a importâncias desimportantes. 
A única importância está em ser: com brilhos e nebulosidades. 
Só podemos melhorar quando aceitamos o infinito que há em nós.
E o resto... são ilusões de uma normalidade que não nos pertence.
O homem, como "obra em execução" que é, vive entre a vontade e a necessidade.
E a verdade é que, quando o pano da ilusão cai, o ego e o medo diminuem. A coragem aflora. A zona de conforto desaparece. Uma realidade nova surge. Mesmo que ninguém a perceba. E ninguém precisa de perceber. A nossa mente, felizmente, tem esse poder.
Como diria Drummond de Andrade, "Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos" (...)"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Maria Vaz


1 comentário:

  1. Frugais, mas sábias palavras, de um grande escritor... Sim, o Drummond também tinha um inegável talento... ;)
    A beleza maior deste teu texto advém da sua simplicidade. A mesma comporta um grau de profundidade muito interessante e todo o seu conteúdo é expresso por vias fluidas e plenas. É sempre um gosto ler-te.

    Sobre o 'simplesmente ser', veio-me à memória este breve excerto:

    Não foste nem serás: és.
    O maioral momento da tua vida
    É este mesmo em que vives,
    A melhor hora da tua existência
    É esta mesma em que respiras…
    Não há ontem ou amanhã –
    Aqui e agora: é onde, eterno,
    Existes e proliferas.

    (PBC, O velho sábio das montanhas, XXXV)

    Beijos. Votos de bom domingo ;)

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