domingo, 26 de outubro de 2014

O cerne da questão nem é 'saber quem poderia amar a pessoa que escondes', mas antes a percepção de que tu é que tens que amar a pessoa que, por medo, escondes.
O medo é apenas uma limitação, tantas vezes inconsciente, que a mente gosta de criar com base no conhecido. E o problema é que o conhecido nem sempre é o 'melhor'... e o 'melhor' é uma mera subjetividade concreta e insusceptível de padronizações.
O amor não é personalisticamente dependente: é energia. Se fores amor, os outros reconhecerão essa 'beleza' anímica.
A visão tradicional de dependência remete as pessoas, também por medo, à perda da individualidade anímico-distintiva que gerou o surgimento do 'sentido'.


2 comentários:

  1. Naturalmente... Esquecemos tantas vezes que a forma de amor mais primordial encontra-se naquele que reservamos a nós próprios. Também pelo hábito erróneo, fruto de uma toldada percepção, de procurarmos tudo fora de nós (o amor, o divino, etc) e não o contrário. Enfim, é apenas uma visão que partilho. =)
    Gostei de ler.
    Beijos.

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