quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

E no final (real ou ficcionado), o que importa são os sorrisos, a empatia, os abraços, as pequenas loucuras que a experiência assimila... a disparidade discrepante que nos conforta e nos traz de volta à realidade. Ou melhor, os pequenos momentos de amizade que fazem com que os nossos pensamentos fiquem mais iluminados. E a verdade (se é que ela existe), é que a nossa mente é o nosso mundo. Por isso, é sempre bom ter pedaços de alegria exógena que afastem as nossas nebulosas mais negras.

17/06/2013


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A sensibilidade em excesso torna os seres frágeis, porque a percepção (em que se avulta a consciência) aconchega perfeccionismos que reduzem o 'eu' a mera poeira estelar.
Mas quem disse que não dá para combinar a sensibilidade com a expressão criativa da individualidade? Ser sensível não tem de fazer do sujeito um amontoado receptivo de sensorialidades externas em que se perde a intangibilidade anímica que nos distingue. É da confiança do que se 'é' que resulta a, simultânea, afirmação e definição do 'eu'. Perguntar-me-ão: mas "definir não é limitar?". Responderei: "É, sim. Mas 'ser tudo' é uma renuncia do que somos: a aniquilação de um individualismo que, ao dissolver-se no todo, se reduz a nada."

* Precisamente por isso: pensem o que quiserem! ;)





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Perguntaram-me: "o que queres?"
Paralisei o pensamento no olhar, enquanto a boca se abriu para dizer, como o poeta: "quero ser eu sem restrições!"
A resposta valeu um sorriso impregnado de ironia (in)concretizadora, própria do pragmatismo que respeita as hierarquias assentes na ostentação indolente do verbo 'ter'.
Pensei um pouco mais e adiantei: "claro que quero ter, viajar, ler, sentir, experienciar, mudar: viver! Viver sem amarras restritivas e, de preferência, impregnada de beleza e arte. Não custa imaginar!"


Saber o que quero?
Quero tanto coisas distintas:
"definir é limitar"!
A liberdade esvoaçante de ser sem restrições!
A opacidade mental que se impacienta com auto-limitações!
O temor ávido da imposição dogmática
e o desrespeito pela intolerância consciente.
O lema: ser em liberdade!
A felicidade que a efemeridade eterniza em pequenos nadas,
na intensidade com que nos doamos ao tempo que o tempo nos dá!
A busca de um ideal que se encontra numa efemeridade que perecerá...
e a certeza de que novas efemeridades nos farão alimentar essa busca.
Ah, a ambição inadiável de expandir o eu:
conhecer, sentir, mudar, viajar, crescer!
Nunca fui dada à inércia de não ser!
O desperdício da vida está em não sonhar!
Sem paciência:
Deuses... não me venham limitar!







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

É com um sorriso que partilho convosco um 'pequeno nada' de felicidade: um poema da minha autoria foi selecionado para publicação na VI Antologia de poetas portugueses contemporâneos, intitulada "Entre o sono e o sonho".