quarta-feira, 4 de março de 2015

Tudo começa na frase: "knowledge is power" ("Ipsa scientia potestas est"). O problema é que há quem, perdendo-se em relativismos racionais, reduza a significância generalista de 'conhecer'. 

O plano do 'saber' não necessita de concretizações: encontra-nos no plano etéreo onde se formam as ideias; um plano além das aparências ou formas, que dão azo à identificação. Todavia, 'conhecer' implica o usufruto ou contemplação de uma qualquer concreticidade materializável. Não dispensa o empirismo. Quando estas duas capacidades se cruzam nasce um inesgotável potencial mental. E, na verdade, o saber acaba por se alimentar de uma contínua satisfação do conhecimento que, consequentemente, só nasce da busca insaciável pelo desconhecido. 

Não obstante, na minha opinião (feliz e livremente subjectiva), a beleza está na raridade do encontro daquela união desprendida, que se permite "ser sem restrições", com uma metodologia prática (do conhecer) que não descura a teoria (do saber), vivendo com aversão a calculismos. 
Só uma pessoa com elevado grau interior de liberdade vive o espírito frenético de atracção pelo desconhecido sem o medo de fracassar que carregam os que não conseguem abdicar de 'tácticas de actuação' para obtenção de um qualquer objectivo. 

Só aqueles que amam verdadeiramente a liberdade se alimentam do absoluto: são essas raridades -  pessoas positivamente loucas - que me dão esperança na ponderação valorativa da vida.


 

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