sábado, 2 de maio de 2015

Pedaços de silêncio ambíguo
que deixam no ar nuances de mistério.
Percepções risonhas
que se conectam numa sintonia de irreverência.
Dois olhares que se quedam telepaticamente
descortinando o desejo.
Verdades desprendidas
pelo traço oblíquo dos gestos que se insinuam.
Danças que são levezas eufemizantes da razão.
O toque biunívoco, que duas mãos sentem,
imersas num tubilhão caótico de impulsos
que a aparência disfarça.
A subtileza...
Sempre a subtileza...
De duas imaginações que se cruzam e intuem:
As almas livres conhecem-se pela espontaneidade dos gestos
E pelo brilho sorridente do olhar.

Alma Salgueiro

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