quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A culpa é do sorriso que, cativante, se torna cativo.
Talvez seja do suspiro, que ausente se torna presente.
A culpa, sei lá, é do ar que faz fluir a novidade:
É da beleza e da leveza da liberdade!
Se te sorrir, não te iludas: sorrio até ao vento que derruba.
E logo me volto a levantar,
ainda que a impossibilidade não me deixe ficar.
A culpa é da teimosia...
de colorir o mundo por mania.
Talvez haja pouca culpa e muito ser
nas paixões que fazem renascer.
E os sorrisos sempre despontam
Tornando cativos outros olhares que se aprontam.




2 comentários:

  1. Que saibas sempre exercer fielmente essa tão complexa arte! Porém, tão simples, jovial, singular... Um sorriso no rosto incendeia o sol que temos adormecido no peito.
    Beijos.

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  2. Não sei se serei capaz, mas tudo é feito de tentativa e erro. :) Resta-me brincar com as palavras. Esse sol adormecido de que falas é a criatividade que nos distingue e nos faz ser o que somos: resta-me não castrar essa luz em nome de qualquer 'dever ser'. E sorrir é sempre o melhor remédio. :D Beijos :)

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