quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Amo-vos a todos
mas vou com as aves
as ondas,
a doçura do olhares que cruzo
ou com o que me fascina no desconhecido.
Quero o mistério eterno por escrever.
Vou com a multidão,
preciso de solidão:
com a natureza, os livros,
os pensamentos que me transcendem.
Não vivo a antítese da liberdade.
Vou andando por um caminho transformado.
Perdoem-me se não me multiplico
ou se, cabeça no ar, nada digo:
estão todos em mim! 

domingo, 22 de novembro de 2015

Clamores cruzados percorrem pensamentos
guardados em gavetas de uma alma complexa.
Guardamos minudências como quem guarda alfinetes
e, depois, sentimos as nossas próprias alfinetadas
pelas preocupações inventadas por uma mente criativa.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Devaneando em sorrir
sem nem saber porquê
para quê retrair 
a beleza que não se vê?

Um suspiro no escuro
por vezes leva à sensação
de que o mais inseguro
ideal ou inquietação
é apenas uma paragem, um muro,
um entrave à fruição.

De que nos vale o controlo,
o domínio ou a solidão?
O que somos brilha no escuro
no mistério além da compreensão. 

E caminhamos em paralelo
Em encruzilhadas existenciais: 
Um dia encontraremos o elo
Que nos liga como pontos cardeais.