quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Liberdade de ser tudo
e tão pouco
e irrelevar quase tudo,
tornando-o quase nada.
Liberdade de sobrevoar
pela vida
como quem divaga
ou como quem flutua
em um lago de água cristalina
embelezado por nenúfares
e rodeado de árvores
esverdeadas com toques carmim,
em um solo adornado de malmequeres
e rosas brancas.
Liberdade de ser,
sem ligar a julgamentos
de fundamentos duvidosos,
amedrontados por uma qualquer
insegurança existencial
que degenera a beleza essencial.
Liberdade de ter paz
e de rir como quem deambula
por uma estradinha de terra
com cheiro de chuva,
em lugares simples
rodeados de pessoas
de coração gigante.
Liberdade de dar opinião,
mas jamais sacralizá-la
ou torná-la a única certa
e ficar feliz enquanto se dialoga na diferença
na esperança de um mundo melhor.
Liberdade de dar espaço,
de dar tempo,
de ter paciência,
independência,
de não interferir na vontade
dos que nos rodeiam.
Liberdade de aceitar as decisões dos outros,
mesmo que elas nos aniquilem,
em palavras baixinhas
ou silêncios gritantes
a expectativa e o coração.
Liberdade de agir ou reagir,
ou silenciar,
de fazer ou não fazer,
por compulsão ou intuição
o que o coração não deixa calar.
Liberdade de ser espontânea
em um mundo castrado pela razão.
E sorrir,
como o girassol
que se fecha à escuridão
e se abre para a luz.

By Mary

Sem comentários:

Enviar um comentário