quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Ela não compete com ninguém:
Tem demasiado amor no coração.
Só quer perder-se na imensidão
das coisas boas da vida.
Só quer dançar até não poder mais
e abraçar pessoas sem data de ida.
Quer sorrir até doer a barriga,
acreditar na amizade,
enviar boas energias para o universo
e sentir-se livre de opressões.
Precisa de liberdade para ser ela mesma.
Quem gostar dela será por imaterialidades.
Por 'pequenos nadas'.
Talvez pelo coração e pela sensibilidade
que, por mais que tente, nunca esconde.
Por essas coisas em que não se manda
e que dão sentido à existência.
Mas que não seja pela inteligência
ou essas coisas da razão,
que tudo deturpam.
Por mais que goste,
cansa-se dos intelectuais
e das lógicas consequencialistas, que finge não perceber.
A poesia é um bichinho de amor incondicional.
Vai amando as pessoas com quem se cruza.
Tem esse defeito de nascença.
Às vezes, sucumbe por isso.
Mas logo renasce.
Volta como se nunca se tivesse magoado.
Com as mesmas lentes cor-de-rosa,
em que a maldade não entra.
Fica feliz por quase nada.
E agradece ao universo por tudo de bom que lhe envia.
Ela não quer ser melhor do que ninguém.
Não quer competir com ninguém.
Não quer provar nada a alguém.
Só quer alegria, paz e amor.
Quem gostar dela, não será pela aparência.
Ou ela fugirá, porque isso é condenado ao fracasso.
Ao vazio.
Quem gostar dela será por minudências.
Pelos 'pequenos nadas' de sentido em que a razão não entra.
Por algo substancial.
De contrário, ela continuará a sorrir.
E fugirá.
Também é feliz sozinha.
Na sua paz.

By Mary

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