terça-feira, 11 de outubro de 2016

Há qualquer coisa no nascer do sol.
Um cheiro de infância.
Um timbre de esperança.
Um sorriso aberto.
Luz ascendente,
despreocupada com o zénite.
Há qualquer coisa,
qualquer magia.
O poente é tranquilidade:
anestesia e poesia.
O nascente é simplicidade:
é alegria.

By Mary

*Enquanto via o nascer do sol na varanda do quarto, após uma noite de estudo.

1 comentário:

  1. Noites de insónia instigam a veia poética, bem se vê... eheheh O nascer do sol é uma poesia silente, uma rima sem palavras. Talvez seja por isso que muito pouco escrevi sobre o acontecimento eheh requer mudez para ser bebido em profundidade. É um fenómeno que se renova a cada dia e nós estamos constantemente a perdê-lo... Desenrola-se muitas vezes como uma seda delicada: o surgimento do sol e, logo, o primeiro agitar de asas e voz pelos pássaros, a humidade nocturna começando a fender o seu espesso manto... Enfim, uma enorme multiplicidade poderia ser captada e, dela, muitos outros poemas poderiam nascer... =)
    Beijos. Boas inspirações ;)

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