terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tenho um sério não-problema:
sorriso crónico
a cada manifestação de beleza.
Dessa que não se vê.

By Mary

1 comentário:

  1. O próprio poema, na sua prodigiosa frugalidade, já instiga em quem lê um desses "sorrisos crónicos", abençoada maleita... (eheh) Que maravilhoso não-problema, Maria; que ele nunca te falte! Não pela capacidade de sorrir, mas pela apreciação da beleza espontânea, pois é isso que aqui, a meu ver, está em causa. As coisas singelas, frugais, por vezes tão breves e insignificantes, são realmente dotadas de uma beleza tão indizível que o seu expressar em nós manifesta-se na forma de um sorriso sincero e solto. É o que me acontece em tais ocasiões. Ainda para mais com este apelido que nas sortes me calhou (haverá um destino com tamanho sentido irónico?), só poderia me saber familiar dessas expressões que o teu poema tão bem condensa. Mas notemos que nele tu vais um pouco mais além, pois falas, como quem sorri aos mistérios da criação, dessa beleza que "não se vê". É talvez por isso que costumo dizer: nenhum Homem poderá compor um poema tão belo e justo quanto o de um melro num ramo de oliveira cantando ao mundo a primavera que traz no peito. Não estou a comparar o teu poema a essa bela ave, claro, tanto que pela sua extensão teria de ser algo mais pequeno e saltitante como uma felosa ou um simpático chapim (eheh); mas se o comento é porque me agradou a sua leitura. Obrigado por ma teres proporcionado. =)
    Beijos.

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