terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Seremos sonhos e gaivotas
palavras e silêncios a balançar.
Seremos risos e expressões
que tropeçam
para se denunciar.
Seremos abraços apertados,
troça de nós mesmos
e pequenos erros a lamentar.
Levantaremos os braços para tocar estrelas:
as que trazemos tatuadas nos olhos,
a dormitar.
Seremos livres e felizes.
Uns dias com sorriso forçado:
aquele que rápido se desfaz
com o término da ausência.
Espantaremos a madrugada,
inimputáveis pelos gestos
e desculpáveis pela (in)consciência.
Seremos loucos pela vida,
pelo novo,
pelo que podemos mudar para nos surpreender.
Quebraremos o tédio
e as horas cinzentas
da rotina ao entardecer.
E queimaremos lembranças boas
em palavras e sorrisos espontâneos,
regadas pelo vinho no jardim,
enquanto nos perderemos,
um no outro...
ou no olhar sobre uma flor jasmim.
Seremos o que quisermos,
sem dogmas, castrações nem falsas crenças.
Jamais perderemos a alegria.
E se a perdermos será rápido o seu renascer.
Contornaremos quaisquer diferenças.
Seremos só o que já somos.
O que sempre fomos.
O resto são pormenores por acontecer.

By Mary