sexta-feira, 19 de julho de 2013


Pessoas estranhas, diferentes, autênticas, despidas de preconceitos... 
Pessoas com ideias próprias, que não sigam a manada, que lutem por ideais...
Pessoas que não se rendam a nebulosidades vagueantes e que não se tornem em espelhos (fumados) de imagens alheias.
Pessoas com desejos, com esperanças, com vontade de melhorar a si próprios antes de tentarem melhorar o mundo.
Pessoas idealistas que buscam a Justiça, a solidariedade e a tolerância, ainda que tropecem na imperfeição inarredável da natureza humana.
Pessoas instigantes, incentivadoras dos mais nobres sentimentos, ainda que ocultos num distanciamento natural e numa estranheza cintilante.
Pessoas que se perdem profundamente, que compreendem as grandes vicissitudes da vida, e que - no meio do caos - se encontram.
Enfim, gosto de pessoas que se denunciam nas pequenas subtilezas que a estranheza, aparentemente, não deixa transparecer. Pessoas transparentes. Pessoas com brilho. Pessoas que não necessitam de ambições desmesuradas e de estratégias de actuação.
Pessoas que vêem a beleza no mundo, que acreditam sempre no melhor, apesar de lidarem, inevitavelmente, com a projecção social dos sentimentos mais negros. 
Pessoas escassas - mas existentes. Pessoas estranhamente estranhas. Pessoas que facilmente se identificam pela iluminação natural, demonstrável pelas palavras, pelos gestos e pelo sorriso cintilante do olhar.

Maria Vaz





sexta-feira, 12 de julho de 2013

A nossa mente é como um pássaro deambulante e aprisionado, que teima seguir sempre as mesmas rotas.

Rotas perdidas na mesmice dos impensados actos reflexos que nos denunciam. Rotas que se encontram na similitude de concreticidades fácticas indesmentíveis. Rotas advenientes dos automatismos cómodos que nos dirigem sempre à obtenção dos mesmos efeitos.

O mundo é muito pequeno, entediante e extremamente previsível para quem nada arrisca. Urge então ampliar o mapa, cruzar caminhos, vislumbrar novos horizontes e equacionar novas possibilidades. O universo suspira a favor das mentes que não se fecham com base em falsos moralismos e que não se prendem a preconceitos sociais que andam de mãos dadas com dogmatismos ontologicamente redutores.

Maria Vaz