quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O verso é concreto
e a vida etérea:
há poesia bastante
antes de qualquer poema

By Mary

sábado, 2 de setembro de 2017

Arruma-se. A vã tentativa de domesticar o caos. Conviver com incertezas faz-nos dar ao dedo. Escrever é um processo praticamente involuntário de auto-cura. Há coisas engraçadas que nunca escrevemos e que nos ondeiam no que desbravamos no inconsciente: essa poderosa dialéctica com a realidade, que aumenta a sua percepção. Dar de nós ao papel em branco: tanto, que os dedos falam o que a razão escondia; o que talvez tenha estado sempre lá. Essa coisa da autodescoberta. Mas o processo é complexo e, muitas vezes, tomamos notas mentais do impublicável. Tomamos consciência mas guardamos numa gaveta lá no fundinho. Nem todos chegam lá. 

By Mary